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Dr. Lair Ribeiro, médico,
viveu 17 anos nos Estados
Unidos, adquirindo grande
experiência nos campos educativo
e empresarial, além de
treinamento médico na Harvard
University, como Research Fellow.
Semanalmente escreve suas
matérias no Jornal Compre Certo,
com objetivo de levar ao povo da
região, uma pequena semente da
árvore da sabedoria, que sem
nenhuma dúvida, pode mudar a sua
vida!
Aqui você encontra as mensagens
publicadas semanalmente em nosso
jornal.
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Acredite: vivemos em um mundo
inodoro, incolor, insípido e
silencioso! Tudo aquilo que você
vê, ouve e sente não é a
realidade que o circunda, mas,
sim, aquilo que os seus sentidos
reconhecem. E tem mais: parte do
reconhecimento que é feito pelos
seus sentidos tem por base as
“suas” experiências anteriores.
Sabe o que isso significa? Que
quando duas ou mais pessoas
estão em contato com um estímulo
que se convencionou chamar de
AMARELO, por exemplo, elas
não-necessariamente estão vendo
a mesma cor.
Se, fisicamente falando, é pouco
provável que o AMARELO que eu
enxergo seja idêntico ao AMARELO
que você enxerga, imagine,
então, quando se fala em termos
culturais! Os referenciais ou
padrões culturais de cada pessoa
funcionam como uma lente
colorida através da qual ela
enxerga o mundo. Para evitar que
existam tantas lentes ou
percepções diferentes de uma
mesma realidade quanto é o
número de pessoas existentes
sobre a terra é que existem os
paradigmas, que são lentes
padronizadas através das quais
se olha para uma mesma
realidade.
Paradigmas são os filtros de
percepção que criam a nossa
realidade subjetiva. Apenas
poderemos ver (entenda-se
“perceber’) o mundo de outra
forma se modificarmos nossos
paradigmas.
Do Geral para o Particular
Os paradigmas partem do geral
para o particular. Primeiro,
existem os grandes paradigmas
aceitos por toda a humanidade: a
terra é redonda, é um deles, e
nessa mesma esteira incluem-se
todos os paradigmas científicos.
Depois, vêm aqueles aceitos por
toda uma sociedade: valores
morais e familiares, hierarquia
de poder... Em seguida,
encontramos outros, um pouco
menores, que se inserem nos
paradigmas da sociedade para
dar-lhes características
específicas: são as regras que
regem cada família, a leis que
regem os estados, os conceitos
que regem a moral e os bons
costumes de cada grupo social,
etc. Finalmente, ainda mais
particularizados, encontramos os
paradigmas pessoais, que formam
os sistemas de crenças de cada
pessoa.
Adam Smith diz que paradigma é a
forma como as pessoas percebem o
mundo, muito embora a relação
delas com os paradigmas seja a
mesma que o peixe tem com a
água: não se dá conta da
existência da água até que o
tirem dela. Em continuidade, ele
diz que os paradigmas nos
explicam como é o mundo e nos
ajudam a predizer o seu
comportamento.
Assim como os paradigmas, muitas
de nossas crenças nos são
tremendamente úteis e nos ajudam
em diversos processos; porém, há
crenças que mantemos conosco e
que nos limitam demais, sendo
fundamental removê-las se não
quisermos carregar seu fardo
pela vida inteira.
Muitas pessoas, por exemplo,
nutrem a crença de que não são
inteligentes. Outras vivem
achando que as boas
oportunidades da vida só
aparecem para pessoas
inteligentes. Há aquelas que
passam a vida inteira
vangloriando-se da pobreza,
admitindo para si e para seus
filhos que “é preferível ser
pobre e honesto...” como se não
houvesse ricos honestos nem
pobres desonestos!
O pior de tudo nas crenças é que
elas são hereditárias e
contagiosas. Quem tem uma crença
fortemente arraigada vive
projetando-a para os que estão
por perto; portanto, cuidado!
Procure identificar não apenas
quais são suas crenças mais
nocivas como também as origens
delas. Esta é a única forma que
você tem para poder reformular o
seu sistema de crenças. Em meu
livro, O Poder da Imaginação,
você encontrará farto material
para lidar com suas crenças e
reformulá-las.
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