|
Dr. Lair Ribeiro, médico,
viveu 17 anos nos Estados
Unidos, adquirindo grande
experiência nos campos educativo
e empresarial, além de
treinamento médico na Harvard
University, como Research Fellow.
Semanalmente escreve suas
matérias no Jornal Compre Certo,
com objetivo de levar ao povo da
região, uma pequena semente da
árvore da sabedoria, que sem
nenhuma dúvida, pode mudar a sua
vida!
Aqui você encontra as mensagens
publicadas semanalmente em nosso
jornal.
|
 |
|
Já faz bastante tempo que, para
compensar o pouco tempo que têm
para seus filhos, muitos pais
passaram a trocar abraços e
beijos por doces, refrigerantes,
lanches... E o que era para ser
um gesto de amor, acaba por
gerar um ciclo vicioso que se
mantém durante a infância, a
adolescência e a fase adulta da
vida. A criança que cresce nesse
ciclo, passa a relacionar afeto
a barras de chocolate, abraço
apertado a copos de
refrigerante, beijo carinhoso a
sacos de salgadinhos... E sempre
que se sentir carente, irá
atacar a geladeira, a despensa
ou alguma loja de conveniências.
Comida e afetividade andam
juntas, mas a primeira não pode
ser usada para substituir a
segunda. A criança cuja
afetividade é suprida com
alimentos cresce carente e
desconectada de seus
sentimentos. Fisicamente, ela
começa a engordar, podendo
desenvolver obesidade, com todos
os graves problemas físicos
associados a esse quadro, que,
por sua vez, provoca reações
sociais, que passam a constituir
outro grave problema na vida da
criança, este, de natureza
emocional.
Com o passar dos anos, a criança
começa a ficar “gordinha”. Suas
formas vão se avolumando, os
apelidos começam a fazer parte
da sua vida e, sentindo-se
excluída de seu meio social, ela
se refugia em doces e se afunda
em calorias diante da TV que a
hipnotiza e a faz viajar sem
sair do lugar.
Ao primeiro sinal de que algo
dessa natureza está ocorrendo,
os pais devem mudar
imediatamente sua conduta e
começar um programa para
recuperar a auto-estima da
criança e eliminar todos os
excessos, principalmente o de
peso. É crucial adotar um
programa de reeducação
alimentar.
Pesquisas recentes revelam
que cerca de 15% das crianças
brasileiras são obesas e outras
40% estão acima do peso. Outros
números mostram que aqueles que
chegam obesos à adolescência têm
60% a 80% de chances de se
tornarem adultos obesos. Além
disso, assim como os adultos,
crianças obesas também estão
sujeitas a desenvolver diabetes,
colesterol alto, hipertensão e
outras doenças associadas ao
excesso de peso.
A hora é essa! Aproveite para
mudar os hábitos de toda a
família. Adote uma alimentação
saudável e equilibrada. Um
cardápio variado e nutritivo irá
contribuir para que os pequenos
entrem em contato com diferentes
sabores e enriqueçam seu
apetite. Não podem faltar na
mesa proteínas, carboidratos,
fibras e vitaminas. Informe-se a
respeito do valor nutricional
dos alimentos e, com a ajuda de
um nutricionista, elabore um
cardápio que atenda às
necessidades dos adultos e das
crianças da casa (as
necessidades de adultos e de
crianças são diferentes). E
estimule o hábito de tomar água.
Muita água! Água é vital para o
organismo e deve ser ingerida
com freqüência durante o dia. E
aproveite o embalo para incluir
alguma atividade física na
rotina semanal da criança e da
família. O ser humano foi
programado para o movimento. Não
se esqueça: pequenas mudanças,
quando feitas repetidas vezes,
tornam-se novos hábitos. Em
pouco tempo, trocar as
gordurosas batatas fritas por
suculentas cenouras deixará de
ser um sacrifício. Pode apostar
que sim!
|