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Dr. Lair Ribeiro, médico,
viveu 17 anos nos Estados
Unidos, adquirindo grande
experiência nos campos educativo
e empresarial, além de
treinamento médico na Harvard
University, como Research Fellow.
Semanalmente escreve suas
matérias no Jornal Compre Certo,
com objetivo de levar ao povo da
região, uma pequena semente da
árvore da sabedoria, que sem
nenhuma dúvida, pode mudar a sua
vida!
Aqui você encontra as mensagens
publicadas semanalmente em nosso
jornal.
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O estresse, na forma de
distresse, é tão perigoso para o
coração quanto o tabagismo, a
obesidade e a hipertensão.
As alterações que ocorrem no
organismo como reação a um
agente estressor é o nosso
impulso por sobrevivência, que
revela a inteligência do
organismo diante de
adversidades. Mas há uma faixa
determinando os limites dessas
alterações, e o estresse, aquém
ou além desses limites, torna-se
extremamente prejudicial. Isso
significa que algum grau de
estresse é aceito e necessário.
O estresse é inerente à vida, é
a força que move o ser humano. A
ausência dele revela um estado
de apatia que pode ser tão
devastador para a saúde quanto o
seu excesso.
Em geral, parecemos habituados
ao estresse, pois é um estado
que, em tese, nos torna aptos a
enfrentar o estilo de vida
atual, mas desde que no
dia-a-dia nos deparemos com uma
grande quantidade de agentes
estressores que possam
desencadear e intensificar o
estado de estresse, nos
colocamos em risco.
Existe o estresse físico, que
pode ser provocado pelo
esgotamento físico do organismo,
entre outros fatores, e o
estresse psíquico, causado,
quase sempre, por fatos
imaginários, preocupações e
medos. Por isso, o tratamento
para esse mal tem,
necessariamente, de ser
multidisciplinar.
Em tese, o estresse ocorre
quando há um desequilíbrio entre
o sistema nervoso simpático
(estimulante) e o pasassimpático
(bloqueador), que são
subdivisões do Sistema Nervoso
Autônomo (SNA) — parte do nosso
sistema nervoso que age
controlando funções, como
circulação sanguínea, sudorese,
temperatura corporal, respiração
e digestão.
Entre a presença de um agente
estressor e o estresse,
propriamente dito, o organismo
passa por três fases:
• Fase de alarme: o organismo se
prepara para lutar ou fugir
mediante uma descarga de
cortisona endógena.
• Fase de resistência: o
organismo tem de agir, ou seja,
de lutar contra o agente
estressor ou adaptar-se à
situação.
• Fase de exaustão: se o agente
estressor não for eliminado (os
problemas resolvidos), o
organismo começa a esgotar-se.
Como o estresse atinge o
coração
Durante o estágio de alarme, o
SNA libera uma descarga
hormonal, aumentando a sudorese,
a freqüência cardíaca, a pressão
arterial, a respiração, a tensão
muscular, a coagulação sanguínea
e a absorção de carboidratos e
gorduras. Além disso, aumentam
os níveis de cortisol, de
adrenalina e de nor-adrenalina.
Quando o estresse é crônico, o
aumento da coagulação sangüínea
provoca o entupimento das
artérias e o indivíduo pode pode
ser vítima de todas as
complicações que acompanham esse
quadro.
A relação entre estresse e
doenças cardiovasculares começou
a ser cogitada na Segunda Guerra
Mundial, quando se observou que
a população de Londres, uma das
cidades mais bombardeadas
durante a guerra, agonizava com
o sofrimento, o racionamento de
água e a escassez de alimentos,
e teve diminuídos os índices de
doenças cardiovasculares.
Concluiu-se, então, que a queda
de tais índices era devido à
união da população contra um mal
comum: a guerra. Nesse período,
outros fatores estressantes,
como diferenças sociais, foram
neutralizados e os londrinos
estabeleceram laços de união,
pois algo muito mais grave
atingia a todos.
Políticas sociais e econômicas
são importantes para o controle
do estresse, principalmente nas
grandes cidades; mas, enquanto
não as temos, resta-nos tirar o
pé do acelerador e adotar um
estilo de vida que inclua
alimentação e pensamentos
saudáveis, mais amizades,
atividade física... Enfim, um
estilo de vida menos
estressante! Faça isso. Seu
coração agradece.
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