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Dr. Lair Ribeiro, médico,
viveu 17 anos nos Estados
Unidos, adquirindo grande
experiência nos campos educativo
e empresarial, além de
treinamento médico na Harvard
University, como Research Fellow.
Semanalmente escreve suas
matérias no Jornal Compre Certo,
com objetivo de levar ao povo da
região, uma pequena semente da
árvore da sabedoria, que sem
nenhuma dúvida, pode mudar a sua
vida!
Aqui você encontra as mensagens
publicadas semanalmente em nosso
jornal.
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Em 1936, em Montreal, Canadá, o
Dr. Hans Selye descobriu que o
organismo, quando em contato com
alguma mudança física ou
psíquica, interna ou externa,
reage da seguinte forma: aumenta
o córtex da supra-renal, reduz
as defesas do organismo e
aumenta as lesões gástricas e
duodenais, caracterizando um
quadro que, se prolongado, pode
causar hemorragias e levar à
morte. Em seguida, sua
descoberta foi publicada na
respeitada revista inglesa
Nature. Pronto: estava
descoberto o estresse.
Estresse é a força que mantém o
nosso instinto de sobrevivência;
é a reação de luta ou de fuga do
organismo diante de um perigo
eminente. Portanto, as reações
identificadas pelo Dr. Selye são
decorrentes do processo de
adaptação do organismo para
tentar sobreviver a um agente
estressor e revelam a
inteligência do organismo para
lidar com adversidades.
Hoje, sabe-se que a intensidade
dessa reação orgânica depende
apenas da tolerância do
indivíduo ao agente estressor. É
o mecanismo de tolerância
individual que irá influenciar
na evolução do estresse para
eustresse (positivo) ou
distresse (negativo).
Vamos entender o processo
orgânico do estresse:
O Sistema Nervoso Autônomo (SNA),
parte do nosso sistema nervoso
que responde por manter estável
o organismo frente às
necessidades de adaptação aos
meios internos e externos, age
controlando funções, como
circulação sanguínea, sudorese,
temperatura corporal, respiração
e digestão, entre outras, e
divide-se em Sistema Nervoso
Simpático (estimulante) e
Sistema Nervoso Parassimpático
(bloqueador).
A maioria dos órgãos recebe
estímulos tanto do sistema
nervoso simpático quanto do
parassimpático, e como cada um
produz uma resposta
diferenciada, a ação deles, em
conjunto, possibilita um
controle eficaz dos órgãos.
Ao entrar em contato com um
agente estressor, o organismo
responde, dando início a
significativas alterações no
Sistema Nervoso Autônomo. Então,
Sistema Simpático ativa as
glândulas supra-renais e
intensifica a liberação de
adrenalina, de cortisol total e
de cortisol livre. Terminado o
contato com o agente estressor,
o organismo retoma seu
equilíbrio, mas se a exposição
ao agente agressor continuar, o
cortisol continuará sendo
liberado, bloqueando a ação da
serotonina, conhecida como
“hormônio do bem-estar”. Então,
o quadro clínico do indivíduo
torna-se instável, alternando
ansiedade, depressão e insônia.
Se isso perdurar, ele se sentirá
fatigado e com baixa imunidade,
aumentando as chances de
contrair doenças.
O organismo pode, ainda, entrar
em estado de fadiga crônica.
Então, a supra-renal, em
exaustão, deixa de responder e
ocorre uma queda na produção de
cortisol livre, mas continua
crescente a liberação de
cortisol total. Entre as
patologias apresentadas em
indivíduos com fadiga crônica,
temos as de origem metabólica,
como diabetes e obesidade, as
fisiológicas, como hipertensão,
e as emocionais, como insônia,
falta de libido e depressão.
Buscar equilíbrio e coerência
entre pensamentos, palavras e
ações é fundamental ao controle
do estresse. Também é preciso
adotar um estilo de vida mais
saudável, com alimentação
equilibrada, atividade física
regular, lazer, relacionamentos
saudáveis... Os desafios, assim
como o estresse, são
importantes, mas você só
usufruirá de seus benefícios se
souber lidar com eles.
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