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Dr. Lair Ribeiro, médico,
viveu 17 anos nos Estados
Unidos, adquirindo grande
experiência nos campos educativo
e empresarial, além de
treinamento médico na Harvard
University, como Research Fellow.
Semanalmente escreve suas
matérias no Jornal Compre Certo,
com objetivo de levar ao povo da
região, uma pequena semente da
árvore da sabedoria, que sem
nenhuma dúvida, pode mudar a sua
vida!
Aqui você encontra as mensagens
publicadas semanalmente em nosso
jornal.
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A infância tem sido ameaçada por
um novo vilão: o estresse.
A infância hoje não é mais tão
inocente como antigamente. As
crianças mantêm jornadas de até
dez horas diárias, distribuídas
entre escola e atividades
complementares... Confinadas em
apartamentos, transformam o
computador e a internet em
janelas para o mundo, vivendo
uma realidade virtual.
Diante disso, pais, educadores e
médicos estão se voltando para o
conforto emocional das crianças.
E quando o assunto é estresse, é
preciso ter em mente que ele nem
sempre é prejudicial, pois todos
precisamos de algum estresse
para viver.
Especialistas dizem que a hora
do parto é a primeira
experiência da criança com o
estresse, seja o parto normal ou
cesariana. Primeiro, ocorre o
eustresse, modalidade positiva
que nos leva a decidir entre
agir ou fugir. Depois, se houver
risco de sofrimento fetal, surge
o distresse, e o nascimento
passa a ser considerado
traumático.
No comecinho de vida, o estilo
de vida e a harmonia entre pais
e familiares mais próximos do
bebê são cruciais. O bebê irá
aprender observando e imitando
os pais; ele capta sinais de
nervosismo, de irritação e de
medo. Daí a importância de uma
criança nascer e crescer em um
ambiente emocional estável.
A mãe é fundamental ao
desenvolvimento do bebê, não só
pela proteção e cuidados que
representa, mas pela influência
que exerce na vida da criança.
Logo nos primeiros dias de vida
do bebê, sua atitude em relação
a horários de mamadas, por
exemplo, já determina em grande
parte como será a personalidade
da criança no futuro. Se for o
primeiro filho, certamente ela
não agüentará ouvi-lo chorar por
muito tempo e, prontamente, o
amamentará, mesmo que tenha
acabado de fazê-lo. Isso
ocorrendo repetidas vezes, o
bebê se acostumará ao “pronto
atendimento” e, com o passar dos
anos, se tornará uma criança
“mimada”, que não consegue lidar
com contrariedades. Quando
atingir a idade escolar, essa
criança terá problemas, pois lhe
faltarão recursos para interagir
com o novo meio. Na escola, ela
terá de dividir atenção e
brinquedos, mas como não
aprendeu a fazer isso, se
sentirá contrariada e brigará.
Crianças sadias também brigam,
mas brigas muito freqüentes ou
isolamento por parte das outras
crianças pode ser sinal de que
algo não vai bem.
Em crianças e adolescentes, os
principais fatores de estresse
são: perdas familiares
importantes, mudança de cidade
ou de escola, brigas constantes
entre os pais ou a separação
destes, violência doméstica,
exigência exagerada de
desempenho escolar, social ou
esportivo, nascimento de irmãos,
doenças e hospitalização.
Durante os anos de crescimento,
o referencial de vida de
crianças e adolescentes são seus
pais e familiares. Eles são
verdadeiros espelhos para seus
filhos, e a atitude que tiverem
perante a vida repercutirá nas
crenças e paradigmas que
nortearão a vida futura de seus
filhos. Se foram muito
protetores, certamente
eliminarão os desafios da vida
de seus filhos e, como
resultado, estes não saberão
lidar com as situações a que
forem expostos.
A adolescência é o momento da
formação da identidade pessoal,
das grandes descobertas, e o
estresse é iminente: estresse
hormonal, estresse social e
estresse familiar. Na
adolescência, rebeldia e
impulsividade são desejáveis,
mas os pais precisam saber lidar
com isso, dando aos filhos, além
do exemplo, incentivos, para que
confiem em si mesmos, e apoio,
para lidar com as conseqüências
de suas ações. Sem exemplo, sem
autoconfiança e sem apoio a
adolescência pode ser num
verdadeiro período de trevas e o
adolescente pode tornar-se um
adulto infeliz, improdutivo, sem
perspectivas nem identidade
própria.
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