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Dr. Lair Ribeiro, médico,
viveu 17 anos nos Estados
Unidos, adquirindo grande
experiência nos campos educativo
e empresarial, além de
treinamento médico na Harvard
University, como Research Fellow.
Semanalmente escreve suas
matérias no Jornal Compre Certo,
com objetivo de levar ao povo da
região, uma pequena semente da
árvore da sabedoria, que sem
nenhuma dúvida, pode mudar a sua
vida!
Aqui você encontra as mensagens
publicadas semanalmente em nosso
jornal.
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A fumaça do cigarro é tão
prejudicial quando a expelida
pelo escapamento de um
automóvel. Enquanto o
escapamento libera de 30 a 80
mil ppm (partículas por milhão)
de monóxido de carbono, o
cigarro emite de 20 a 60 mil ppm.
Em janeiro de 2006, a Comissão
de Recursos Atmosféricos da
Califórnia, estado
norte-americano considerado
referência em regulamentação
sanitária e ambiental, aprovou a
definição da fumaça de cigarros
como “contaminação tóxica do
ar”. A iniciativa ganhou força
depois que uma pesquisa revelou
que, entre os pesquisados, 16%
eram fumantes, mas 56% dos
adultos e 64% dos adolescentes
estavam expostos à fumaça
alheia. A pesquisa indicou,
ainda, que cerca de 6,6 mil
californianos morrem anualmente
de doenças associadas à
exposição ao fumo. Dos países
que lutam contra o tabagismo, o
Canadá saiu na frente, proibindo
o fumo em locais fechados e
incentivando os postos de venda
de cigarros a oferecer
alternativas para o controle do
vício, como adesivos e gomas de
nicotina. No Brasil, o
pioneirismo ficou por conta da
proibição do fumo em locais
fechados, apesar de ainda não
haver rigor na punição dos
infratores.
Para a Organização Mundial da
Saúde (OMS), o tabagismo é
terceira causa de morte evitável
em todo o mundo. Mata mais que
aids, alcoolismo, cocaína,
heroína e acidentes de trânsito
juntos. Das mais de 4.800
substâncias químicas que são
liberadas durante a combustão do
tabaco, cerca de 60 são
cancerígenas. E a nicotina, que
não provoca câncer, induz ao
vício.
O tabagismo pode causar câncer
de pulmão, enfisema pulmonar,
bronquite crônica, doenças
cardiovasculares, aneurismas
arteriais, úlcera do aparelho
digestivo, infecções
respiratórias, trombose
vascular, amarelamento dos
dentes, envelhecimento da pele,
mau-hálito, perda do fôlego e
queda da resistência física e do
desempenho esportivo. Além
disso, há o risco de impotência
sexual, infertilidade, câncer do
colo do útero, menopausa precoce
e dismenorréia. Um estudo do
Departamento de Psquiatria da
Universidade de Michigan
revelou, ainda, que o consumo
contínuo de tabaco torna o
pensamento mais lento e reduz o
QI (Quociente de Inteligência).
O tabagismo é responsável por
4,9 milhões de mortes anuais em
todo o mundo, e a incidência de
tabagistas entre os mortos pelas
causas mais conhecidas é
assustadora. Veja a porcentagem
de fumantes detectada nas
principais causa mortis:
• Câncer de pulmão: 90%
• Bronquite e enfisema: 85%
• Bronquite crônica: 40%
• Outros tipos de câncer, como
de boca, laringe, faringe,
esôfago, pâncreas, rim, bexiga e
colo do útero: 30%
• Doenças coronarianas: 25%
• Doenças vasculares: 25%
A mulher que fuma durante a
gestação pode ter desde o
descolamento prematuro da
placenta e hemorragias, levando
a um possível aborto, até o
nascimento prematuro da criança,
com baixo peso. E a criança
poderá manter o quadro de baixo
peso e apresentar distúrbios de
desenvolvimento motor e
intelectual. Se a mãe parar de
fumar na fase de amamentação, o
bebê pode apresentar sintomas da
síndrome da abstinência, como
irritabilidade, choro fácil e
tremor de braços e pernas.
Atenção: bebês cujos pais são
fumantes apresentam cinco vezes
mais risco de morte súbita sem
causa aparente.
Antes de acender um cigarro,
olhe à sua volta, pense no
futuro e desista da idéia.
Lembre-se de que, fumando um
maço de cigarros por dia, por
mais de dez anos, você está
jogando fora, em média, cinco
anos de vida.
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