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Dr. Lair Ribeiro,Palestrante
internacional, ex-diretor da
Merck Sharp & Dohme e da
Ciba-Geigy Corporation, nos
Estados Unidos, e autor de
vários livros que se tornaram
best-sellers no Brasil e em
países da América Latina e da
Europa. Médico cardiologista,
viveu 17 anos nos Estados
Unidos, onde realizou
treinamentos e pesquisas na
Harvard Unversity, Baylor
College of Medicine e Thomas
Jefferson University.
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Muitas pessoas sonham com uma verdadeira transformação em suas vidas,
mas querem que seja assim:
vapt-vupt e pronto, se tornam
outras pessoas, mais confiantes,
bem-sucedidas, prósperas e
felizes!
Na vida real isso não acontece.
Por mais que sejam positivas e
necessárias, mudanças costumam
ser tão desgastantes que, mesmo
querendo mudar, algumas pessoas
relutam e tentam seguir sua vida
do “jeitinho” de sempre.
A respeito das mudanças, os mais
conservadores ou medrosos
diriam: “É o mais sensato!” ou
“Melhor não trocar o certo pelo
duvidoso.” Sim, o processo causa
medo em muita gente. Trata-se de
um medo físico, pois exige uma
adaptação do nosso sistema
nervoso sair da “zona de
conforto”, buscando novos
caminhos para conectar as áreas
emocional e racional do cérebro.
As coisas, nem sempre acontecem
como planejamos. Chega um
momento em que é fundamental
sair da inércia e implementar
mudanças, que não
necessariamente precisam ser
gigantescas nem imediatas, mas
podem ser muito singelas. Porém,
quando surge a insatisfação, as
pessoas, em vez de cogitar da
possibilidade de mudança, tendem
a ocupar a posição de vítimas e
culpam a tudo e a todos pelos
seus sentimentos. Em vez de
eleger culpados, reflita sobre
as suas atitudes e escolhas
perante a vida e avalie se suas
decisões têm ido ao encontro de
seus valores e propósito de
vida. Mudar alguns padrões de
comportamento, como a falta de
amor-próprio, o sentimento de
culpa e a baixa auto-estima,
pode resultar em uma grande
diferença, incitando, até mesmo,
o despertar de um novo ser.
Em geral, as pessoas têm uma
reação muito previsível quando
se deparam com a necessidade de
mudança e costumam agir dentro
de um ciclo conhecido como
“Ciclo do pesar”, que inclui:
choque, negação, raiva,
negociação, tristeza, aceitação
e desempenho. Vejamos como ele
se desenvolve:
• A primeira reação frente à
necessidade de mudança é a de um
verdadeiro “choque”. A pessoa
fica anestesiada, sem conseguir
aceitar que terá de mudar seus
padrões, tão perfeitamente
enraizados em seu modo de vida.
• Após o “choque” inicial, vem a
fase de “negação”, quando a
pessoa tenta se convencer de que
não precisa sucumbir à mudança e
pode seguir sua vida exatamente
como ela tem feito até o
momento.
• Ao conscientizar-se de que a
mudança é realmente necessária,
a pessoa passa por um estágio de
“raiva”, pois ainda não
conseguiu assimilar todos os
aspectos da mudança nem aceita
ter de abrir mão de seus padrões
atuais.
• Em seguida, ela entra na fase
de “negociação” e tenta
barganhar a possibilidade de
manter algumas coisas e aceitar
outros aspectos da mudança.
• Ao se dar conta de que a
mudança é inevitável e que
precisará abandonar os padrões
que estão bloqueando a sua
produtividade, vem um sentimento
de “tristeza”.
• Por fim, superada a tristeza,
chega a vez de contemplar um
estado de plenitude e
produtividade. É a fase de
“aceitação e desempenho”, em
que, finalmente, a mudança é
implementada e a pessoa se dá
conta de como ter optado pela
mudança poderá beneficiá-la...
até a próxima mudança!
É incrível pensar que passamos
por todos esses estágios mesmo
quando a mudança representa algo
positivo e desejado. Tenha em
mente que você tem a liberdade e
o direito de fazer as escolhas
que podem tornar sua vida melhor
e mais feliz, assim como tem o
poder de abrir mão daquilo que
lhe traz dor, tristeza e
infelicidade. Ou seja, mudar
está ao seu alcance, sempre. Boa
sorte!
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