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Popularizada pelo saudoso comunicador Abelardo Barbosa Figueiredo,
Chacrinha, a expressão-título
deste artigo é uma premissa cada
vez mais válida no mundo
globalizado em que vivemos. E
não estou falando apenas da sua
capacidade de ouvir, de
processar a informação e de
enviar uma resposta ao seu
interlocutor, mas de utilizar a
comunicação como ferramenta para
a conquista do sucesso, pessoal
e profissional.
Hoje, para ser bem-sucedido, não
basta exibir diploma de
faculdade. É preciso falar
outros idiomas, fazer mestrado,
doutorado e MBA apenas para
concorrer a uma vaga em um
conceituado escritório de
advocacia... Portanto, para se
destacar você tem de se habituar
a pensar nos detalhes, pois são
eles que fazem a diferença no
mundo em que vivemos.
A comunicação é parte de nossas
atividades vitais, mas muita
gente não dá muita importância a
ela, limitando-se a
falar-ouvir-falar continuamente,
sem provocar nenhuma ação e
desperdiçando palavras. O ato de
comunicar-se abre possibilidades
e leva a resultados. Um bom
comunicador interage com o
mundo, sem se deixar levar pelos
acontecimentos. Ao comunicar-se,
você consegue expor suas idéias,
solicitar, declarar, proclamar,
delegar, manifestar e,
principalmente, criar novas
possibilidades.
Algumas pessoas são mais
comunicativas que outras, mas
isso não caracteriza um “dom”.
Apenas sugere apenas que há
pessoas introvertidas e
extrovertidas, sem determinar
que uma seja mais hábil que a
outra em comunicar-se, mesmo
porque, hoje, existem muitas
técnicas específicas para o
desenvolvimento do poder de
comunicação das pessoas.
Se você se propôs a ler este
artigo, certamente tem interesse
em melhorar o seu poder de
comunicação. Então, o primeiro
passo é ter consciência de que
comunicar-se não restringe ao
uso das palavras, que, aliás, é
o tom da voz e a postura
corporal contam mais que as
palavras.
Ao interagir com as pessoas,
imediatamente provocamos nelas
alguma reação. É a famosa
“primeira impressão”. Garantir
uma “primeira impressão”
positiva é condição número um
para o sucesso. Nessa ocasião,
quatro fatores são importantes:
o que você faz, o que diz, como
diz e como se apresenta (sua
aparência).
O conteúdo do seu discurso
também é importante. É preciso
preparar-se para o que vai
dizer, a fim de transmitir seus
conhecimentos com tranqüilidade,
garantindo que seus
interlocutores o escutarão. Além
disso, é preciso atenção ao modo
como você diz, pois uma ênfase
mal colocada pode mudar todo o
sentido de um discurso. E mais:
controle o tom de sua voz e a
velocidade da fala.
No campo da comunicação
não-verbal, a aparência é um
quesito muito importante, que
abrange desde a roupa que se
está vestindo até cuidados com
higiene pessoal, gestos e
postura corporal. O corpo
fala... e não mente! E as
pessoas prestam mais atenção a
ele do que às nossas palavras.
Isso significa que, se suas
palavras não estiverem de acordo
com sua aparência e com sua
postura corporal, dificilmente
acreditarão em você.
Sabendo disso tudo, comece a
preparar-se para ser um bom
comunicador. Peça a um amigo ou
parente de sua confiança que
preste atenção em você enquanto
se comunica e, depois, lhe fale
a respeito do que observou.
Outra opção é filmar-se e,
depois, assistir cuidadosamente
à fita, procurando identificar
possíveis vícios, manias e
qualidades, tanto na fala,
quando na aparência, postura e
gestos. Mas seja sincero e
observador. Lembre-se que, para
melhorar, é preciso conhecer o
déficit; portanto, não tenha
medo de reconhecer seus
defeitos. Use-os como trampolim
para o aprendizado. |