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Dr. Lair Ribeiro,Palestrante
internacional, ex-diretor da
Merck Sharp & Dohme e da
Ciba-Geigy Corporation, nos
Estados Unidos, e autor de
vários livros que se tornaram
best-sellers no Brasil e em
países da América Latina e da
Europa. Médico cardiologista,
viveu 17 anos nos Estados
Unidos, onde realizou
treinamentos e pesquisas na
Harvard Unversity, Baylor
College of Medicine e Thomas
Jefferson University.
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Muitas pessoas, em um determinado momento da vida, vêem-se sem
perspectivas, literalmente
perdidas. Não sabem mais o
caminho de volta nem fazem idéia
de para onde estão indo. Apenas
caminham, até que um dia, um
chamado interior consegue falar
mais alto e clama por mudanças.
De alguma forma, o corpo se
manifesta, física ou
psicologicamente, por meio de
doenças como estresse,
depressão, ansiedade ou outras
mais graves.
O problema é que a maioria das
pessoas não pára para pensar na
sua própria vida, achando que é
perda de tempo. O grande
desperdício de tempo acontece
quando não fazemos tais
reflexões e nos deixamos levar
pela correnteza.
Nunca é tarde para se conhecer
melhor. Antes de fazer escolhas
para sua vida, como a carreira
seguir, por exemplo, o primeiro
passo é identificar quais são as
suas verdadeiras habilidades. É
possível, sim, unir trabalho e
prazer.
Reflita sobre as coisas de que
você gosta de fazer. Lembre-se
de que o que você faz por
diversão é trabalho para muita
gente. Enquanto você gasta
dinheiro para alugar uma quadra
de tênis, Gustavo Kurten já
ganhou milhões jogando tênis
profissionalmente. Quando
transforma o seu hobby em
trabalho, você sente como se não
estivesse trabalhando;
conseqüentemente, realiza-se
profissionalmente e ganha
dinheiro.
Tudo o que é feito com prazer
tem muito mais chances de dar
certo! O problema é que muitas
pessoas acabam abortando sua
criatividade e imaginação em
detrimento de imposições sociais
ou familiares. Como vivemos
grande parte tempo trabalhando,
se o trabalho que realizamos não
permitir que nos sintamos bem,
temos de mudar de trabalho!
Às vezes, basta um ajuste de
ponto de vista para que alguém
passe a sentir-se bem com aquilo
que faz. De repente, o jovem
médico que se formou por
imposição do pai, mas não tem a
menor habilidade para cuidar de
pessoas, pode se revelar um
exímio pesquisador ou
administrador hospitalar, por
exemplo. Em outros casos, é
preciso fazer uma parada brusca,
respirar fundo e começar tudo,
do zero, buscando reconectar-se
à sua força interior e descobrir
um novo ser.
Em geral, estamos tão
familiarizados com nossas
habilidades que nem as vemos
mais como uma habilidade e,
menos ainda, como uma possível
fonte de realização
profissional.
Para descobrir suas verdadeiras
habilidades, é importante fazer
uma investigação profunda.
Reflita. Escreva num papel tudo
o que você gosta de fazer e faz
sem esforço. Tudo o que lhe
proporciona prazer e satisfação
deve entrar nessa lista.
Também é útil resgatar sua
criança interior. Volte no tempo
e procure lembrar-se do que você
mais gostava de fazer quando
tinha entre 7 e 8 anos de idade.
Avance no tempo e relacione as
habilidades que conservou ou
adquiriu na adolescência, entre
os 14 e 15 anos. Depois, eleja
outra idade, entre a
adolescência e o dia de hoje, e
relacione o que você faz de
melhor. Feito isso, compare,
analise as respostas, observe
que características permaneceram
desde a infância, reflita sobre
o que se perdeu no meio do
caminho e procure descobrir por
que isso aconteceu. Este é um
bom exercício para você começar
a sua investigação pessoal.
Costumo dizer que sorte é quando
preparação encontra
oportunidade. Por isso, esteja
sempre preparado, pois as
oportunidades estão sempre
passando diante nossos olhos,
basta estar preparado para as
enxergar. A partir do momento em
que você se propuser a mudar,
tudo o mais estará mudando com
você.
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