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Dr. Lair Ribeiro,Palestrante
internacional, ex-diretor da
Merck Sharp & Dohme e da
Ciba-Geigy Corporation, nos
Estados Unidos, e autor de
vários livros que se tornaram
best-sellers no Brasil e em
países da América Latina e da
Europa. Médico cardiologista,
viveu 17 anos nos Estados
Unidos, onde realizou
treinamentos e pesquisas na
Harvard Unversity, Baylor
College of Medicine e Thomas
Jefferson University.
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O câncer de mama é a maior causa de morte de mulheres entre 35 e 54
anos de idade. Só nos Estados
Unidos são diagnosticados cerca
de 180 mil novos casos de câncer
de mama a cada ano, sendo
responsáveis por 48 mil mortes
anualmente, perdendo apenas para
os casos de câncer de pulmão.
Mesmo com os avanços da
Medicina, a prevenção ainda é a
melhor arma que as mulheres têm
para lutar contra esse mal. Nem
todos os fatores que predispõem
ao desenvolvimento de câncer de
mama podem ser controlados, mas
há muitos fatores desencadeantes
da doença que podem e devem ser
controlados ou, até mesmo,
evitados.
O câncer de mama tem incidência
maior no Ocidente e nos países
desenvolvidos, atingindo mais
mulheres brancas a partir dos 50
anos. A incidência da doença
antes dessa idade é maior em
mulheres negras do que em
brancas, e em mulheres antes dos
20 anos, é rara. À medida que a
mulher envelhece, aumentam as
chances de desenvolver a doença.
Outros fatores que aumentam
significativamente o risco da
doença são: ocorrência prévia de
casos na família; a altura e o
peso da mulher (mulheres com
mais de 1,67 m de altura e de 70
quilos apresentam 3,6 vezes mais
risco do que mulheres com altura
e peso menores); exposição a
radiação; reposição hormonal (o
estrogênio estimula o
crescimento, a divisão e a
proliferação das células
mamárias, e o câncer nada mais é
que uma exagerada e
descontrolada proliferação de
células).
Além desses, há os fatores
relacionados ao ambiente e ao
estilo de vida, que também podem
desencadear a doença.
A exposição a substâncias
químicas tóxicas é o principal
fator ambiental. Estamos
constantemente em contato com
elas. Veja onde encontrá-las: no
ar, na água que ingerimos e que
entramos em contato; nos
alimentos frescos, cultivados
com fertilizantes e pesticidas,
e nos industrializados, repletos
de conservantes e outros
produtos; nos materiais de
limpeza com aditivos químicos e
alvejantes; em alguns
medicamentos, etc. Isso, sem
falar em alcoolismo e tabagismo.
Outro fator ambiental é a
exposição a campos
eletromagnéticos, e estes, hoje,
estão cada vez mais presentes em
nosso dia-a-dia: a maioria das
pessoas passa horas diante do
computador, não desgruda os
olhos da TV e tem o celular
incorporado à sua rotina diária!
Entre os fatores de risco
relacionados a estilo de vida,
os principais são má alimentação
e obesidade. Quanto à má
alimentação, é bom saber que o
consumo exagerado de gorduras
aumenta o risco de câncer, pois
eleva a produção de estrogênio e
retém resíduos de hormônios e de
produtos químicos no organismo,
e que o consumo excessivo de
açúcar aumenta a produção de
insulina, que, como o
estrogênio, participa do
crescimento e da proliferação do
tecido mamário que ocorre nos
tumores. E quanto à obesidade,
saiba que bastam cinco quilos
acima do peso normal para que
uma mulher, após os 30 anos de
idade, aumente em 25% o risco de
ter câncer de mama (se o excesso
de peso for maior, este índice
pode subir para 100%,
principalmente levando-se em
consideração a idade e o tempo
em que a mulher se encontra
obesa).
Cuide da sua qualidade de vida
e, assim, você estará cuidando
da sua saúde. |