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Dr. Lair Ribeiro,Palestrante
internacional, ex-diretor da
Merck Sharp & Dohme e da
Ciba-Geigy Corporation, nos
Estados Unidos, e autor de
vários livros que se tornaram
best-sellers no Brasil e em
países da América Latina e da
Europa. Médico cardiologista,
viveu 17 anos nos Estados
Unidos, onde realizou
treinamentos e pesquisas na
Harvard Unversity, Baylor
College of Medicine e Thomas
Jefferson University.
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Talento é uma poupança que ganhamos ao nascer. O problema é o que
fazemos com ela ao longo dos
anos, pois nem todo mundo sabe
administrar essa poupança.
Hoje, trocamos nossos talentos
por dinheiro, prestígio e
reconhecimento quando exercemos
nossas habilidades como
profissão. Mas, às vezes, surge
a sensação de que o nosso
trabalho está longe de refletir
a nossa identidade. E essa
sensação aumenta quando nos
damos conta de que, quando
mostramos nossos talentos a
outras pessoas, fora do contexto
configurado pelo nosso ambiente
de trabalho, somos reconhecidos
por elas. Isso quer dizer que
sabemos, sim, fazer algo digno
de reconhecimento e que nos
proporcione prazer, mas nem
sempre é isso o que fazemos
habitualmente, como trabalho.
Muito da nossa essência se
manifesta na infância. Com os
talentos não é diferente. Nas
brincadeiras infantis,
manifestam-se os talentos e as
aptidões que acabamos por
esquecer com o passar dos anos,
mas que podem transformar e dar
novo sentido à vida adulta, se
resgatados a tempo. Você já
perguntou para uma criança o que
ela quer ser quando crescer? É
bom se preparar para as
respostas! Você pode escutar de
tudo um pouco: bombeiro, atriz,
jogador de futebol,
astronauta... Marcos Pontes, o
primeiro astronauta brasileiro a
conquistar o espaço, desde
pequeno sonhava alcançar as
estrelas... Mas, muitas vezes,
nossos talentos ou aptidões não
são tão claros e definidos,
ficando mais fácil esquecê-los,
perdê-los pelo caminho. Porém,
com calma, paciência e atenção,
é possível resgatá-los.
Um bom exercício é recordar-se
das atividades que lhe
proporcionavam prazer nas
brincadeiras dos tempos de
infância. Em uma folha de papel,
relacione as brincadeiras e os
jogos de que mais gostava,
contando detalhadamente qual era
a sua função e que habilidades
eram exigidas. Não tenha pressa.
Se não vier tudo à mente,
mantenha esse papel com você e
vá acrescentando itens, conforme
for se lembrando. Este é um
excelente exercício de
autoconhecimento e que irá
ajudá-lo a redescobrir seus
talentos, além de servir como um
guia para potenciais profissões
ou trabalhos em que você
conseguiria se sair bem,
reunindo prazer, felicidade e
realização.
Muitas das respostas pelas quais
buscamos incansavelmente durante
a vida estão guardadas dentro de
nós mesmos. Basta ter coragem e
determinação para buscá-las, o
que não é tarefa simples. Porém,
você pode se surpreender com os
resultados!
Aos pais, um conselho: da mesma
forma como é importante para um
adulto resgatar sua origem,
relembrando suas divertidas e
enriquecedoras brincadeiras dos
tempos de criança, é fundamental
deixar que seus filhos também
vivam com primazia esse tempo de
inocência, descobertas e
crescimento. Não tolha os dons
de seus filhos, mas
incentive-os, sempre primando
pelo equilíbrio, bom-senso e
educação. Muitas vezes, um
adulto é surpreendido por um
chamado eloqüente porque, na
infância, foi impedido de dar
vazão às suas aptidões ainda na
infância, e aquilo ficou retido
bem lá no fundo, do seu “Eu
interior”. Dessa forma,
contribua para que seus filhos
se tornem pessoas bem-sucedidas
e felizes. Pequenas atitudes
podem fazer a diferença na sua
vida e na vida deles. Pode
acreditar!
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