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Dr. Lair Ribeiro,
Palestrante internacional,
ex-diretor da Merck Sharp &
Dohme e da Ciba-Geigy
Corporation, nos Estados Unidos,
e autor de vários livros que se
tornaram best-sellers no Brasil
e em países da América Latina e
da Europa. Médico cardiologista,
viveu 17 anos nos Estados
Unidos, onde realizou
treinamentos e pesquisas na
Harvard Unversity, Baylor
College of Medicine e Thomas
Jefferson University.
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O vestibular marca o final de um ciclo – do aprendizado e da formação
do caráter, amparado pelo
conforto familiar – e o início
de outro – de novas descobertas,
do início da fase adulta, em que
o jovem terá a oportunidade de
inserir-se na sociedade como um
indivíduo responsável, pleno de
seus direitos e deveres e capaz
de interagir com o seu meio,
através de seu trabalho e de
suas aptidões.
Quem tem um vestibulando em casa
sabe que essa não é uma fase de
calmaria. Mas é possível
estabelecer um equilíbrio que
favoreça não apenas ao
adolescente, mas a todos aqueles
que compartilham do seu
dia-a-dia.
Para isso, é importante
compreender o que está
acontecendo com seu filho. Ele
está atravessando um momento
decisivo, em que terá de tomar
decisões que o acompanharão por
toda a vida adulta. Diante dessa
responsabilidade, muitas
questões ecoam em sua mente: O
que fazer? Qual a melhor opção:
prazer ou dinheiro? E se não der
certo? E se eu falhar? E se eu
não passar no vestibular? Além
disso, há a concorrência e a
pressão, direta ou indireta,
exercida pela família, pelos
amigos, pelos professores,
enfim, pela sociedade. E
enquanto as campanhas
publicitárias de cursinhos
pré-vestibular espalham por toda
a cidade imagens de jovens
bem-sucedidos, que se destacaram
nos primeiros lugares dos
vestibulares mais concorridos do
país, o vestibulando sente-se na
obrigação de, em menos de um
ano, aprender e aprimorar tudo o
que aprendeu – ou não – durante
toda a sua vida escolar, que
levou cerca de 12 anos!
De nada adiantam cobranças,
punições e críticas. Não é o
momento de ficar pedindo a seu
filho para estudar mais nem para
“tomar” a lição. Seu filho teve
uma vida escolar; ele teve mais
de uma década para desenvolver o
gosto pela leitura, pelo
conhecimento, pela vontade de
aprender. Ele teve tempo para
tirar dúvidas, buscar orientação
e fazer correções. Agora, seu
foco principal deve ser uma boa
estratégia de revisão,
procurando, ao menos,
potencializar os pontos fortes e
minimizar a influência dos
pontos negativos.
Da mesma forma, é importante que
a rotina do jovem não seja
completamente alterada em função
das provas e dos estudos. Assim
como o estudo é fundamental, o
lazer e o descanso também o são.
Incentive seu filho a continuar
suas atividades esportivas e de
lazer, como ir ao cinema, à
lanchonete, a reunir-se com os
amigos, etc. Também é importante
descansar, dormir bem, relaxar.
Nessa fase, a busca pelo
equilíbrio é fundamental e conta
pontos definitivos no resultado
final.
Outra coisa: a vida de seu filho
é dele. Se você tem algum sonho
não-realizado, procure
realizá-lo, mas não pretenda que
seu filho o faça por você. Deixe
que ele escolha o futuro que
quer para si.
Sabe qual é o seu papel nessa
fase de dúvidas, medos,
ansiedade, desejos e sonhos? —
Acolher! Nada é mais
reconfortante para o
vestibulando do que ter a
certeza de que pode contar com
sua família. Estimule seu filho
como você fazia quando ele dava
os primeiros passos e você o
esperava com os braços abertos,
dando-lhe a segurança de que ele
podia cair, pois você estava ali
para o levantar, quantas vezes
fossem necessárias. Todo
aprendizado, para ser eficiente,
deve ser testado exaustivamente,
passando por tentativas e erros,
até que ser perfeitamente
interiorizado. |