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Dr. Lair Ribeiro,
Palestrante internacional,
ex-diretor da Merck Sharp &
Dohme e da Ciba-Geigy
Corporation, nos Estados Unidos,
e autor de vários livros que se
tornaram best-sellers no Brasil
e em países da América Latina e
da Europa. Médico cardiologista,
viveu 17 anos nos Estados
Unidos, onde realizou
treinamentos e pesquisas na
Harvard Unversity, Baylor
College of Medicine e Thomas
Jefferson University.
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As drogas estão em todo lugar e podem estar mais perto de você e de sua
família do que você imagina. E
quem pensa que está livre de ser
surpreendido pelo fantasma das
drogas, recomendo muita atenção,
pois esse tipo de pensamento
revela ignorância e alienação
quanto ao assunto, o que é uma
postura extremamente perigosa.
Se você tem filhos adolescentes,
saiba que eles não são mais
crianças, apesar de ainda não
terem maturidade suficiente para
serem tratados como adultos. A
adolescência é uma fase de
transição, repleta de conflitos,
medos, inseguranças, desejos e
muita curiosidade. É nessa fase
da vida que muitas coisas
importantes acontecem: o
primeiro beijo, a turma
inseparável de amigos, as
“baladas”, os namoros, a
primeira relação sexual, o
vestibular, a busca pela
independência... É um verdadeiro
ensaio para a vida adulta.
Muitos casos de dependência
química começam na adolescência,
com uma simples curiosidade. Na
ânsia de desbravar novos mundos,
o jovem pode enveredar por
caminhos de conhecimento ou de
degradação, como o envolvimento
com drogas. A solução não é
abafar a curiosidade, mas
canalizá-la para outras coisas
que tragam alegria e não
desgraça para o curioso e toda a
sua família. A falta de
perspectivas de vida também pode
levar o jovem a procurar
envolvimento com drogas. Nesse
cenário, atitudes inconseqüentes
e irracionais podem levar muitos
adolescentes a situações de
perigo real.
A necessidade de pertencer a um
grupo torna os jovens muito
suscetíveis a influência
exercida por amigos, colegas e,
até mesmo, por seus ídolos. A
longo prazo, o jovem será como
aqueles com quem ele convive;
portanto, é fundamental saber
com quem seus filhos estão se
socializando. Se algum de seus
filhos estiver envolvido com
drogas, sua principal arma
deverá ser sempre o diálogo. Nem
pense em atitudes radicais, como
punições, castigos, surras ou
expulsá-lo de casa... Se seu
filho tornou-se vítima das
drogas, ele já deve estar muito
confuso e passando por diversos
problemas. Aterrorizá-lo dentro
de casa lhe dará mais certeza de
que as drogas são a melhor
saída. Portanto, diálogo,
carinho e compreensão! Mas,
atenção: compreender os
problemas de seus filhos não
quer dizer ser condescendente
com o meio que ele encontrou
para resolvê-los, que são as
drogas. Médicos, psicólogos e
entidades especializadas podem
ser de grande ajuda.
E se esse não for o seu caso,
cuide para que não venha a ser!
Há muitas coisas que você pode
fazer pelo bem de seus filhos e
da sua família, como
dedicar-lhes mais atenção. Na
correria do dia-a-dia, a falta
de tempo é um problema, mas
problema maior é o tempo mal
aproveitado. Por isso, cuide
mais da qualidade que da
quantidade de tempo que você
passa com seus filhos. Ficar
horas vendo televisão sem
conversar não adianta. Se não há
diálogo, como irá se estabelecer
uma relação de confiança e
amizade entre vocês?
Participar da vida de seus
filhos e da sua família é a
principal forma de identificar
possíveis problemas e buscar
soluções. Em famílias que
dialogam, ocorre uma verdadeira
troca, em que todos participam,
se comprometem e ensinam uns aos
outros. Pais têm muito o que
ensinar a seus filhos, mas
também têm muito o que aprender.
Se seus filhos sentirem
sinceridade nessa postura e não
apenas uma estratégia, eles
confiarão em você, e aceitarão
mais facilmente sua influência,
especialmente no que se refere a
mantê-los longe das drogas.
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