|
Dr. Lair Ribeiro,
Palestrante internacional,
ex-diretor da Merck Sharp &
Dohme e da Ciba-Geigy
Corporation, nos Estados Unidos,
e autor de vários livros que se
tornaram best-sellers no Brasil
e em países da América Latina e
da Europa. Médico cardiologista,
viveu 17 anos nos Estados
Unidos, onde realizou
treinamentos e pesquisas na
Harvard Unversity, Baylor
College of Medicine e Thomas
Jefferson University.
|
 |
|
Pedir é fundamental. Se não pedimos, como esperamos receber alguma
coisa? Isso é verdadeiro em
relação a tudo na vida. Você
quer comer um sanduíche. Então,
você vai a uma lanchonete,
aproxima-se do balcão e fica lá,
parado. Depois de alguns
minutos, reclama da demora com o
balconista. Sabe o que ele vai
lhe dizer? — Desculpe-me, mas
você não pediu nada.
A simplicidade do exemplo não
reduz o alcance da verdade
exemplificada.
Vivemos de acordo com leis
universais. Tudo o que se aplica
à Terra também se aplica em
relação aos Planos Superiores.
Se você chegar à lanchonete e
pedir um sanduíche de queijo
branco com presunto no pão
francês, vai recebê-lo da forma
como pediu, desde que tenha sido
claro ao fazer o pedido. Mas se
você chegar à lanchonete e pedir
um sanduíche igual ao que foi
servido na mesa ao lado da sua,
estará correndo o risco de
receber algo de que não gosta,
como um sanduíche de salame com
mostarda no pão sírio, por
exemplo.
Pedir é importante. Saber como
pedir e o que pedir são ainda
mais. Solicitação gera poder!
ARRISCAR
Arriscar é vencer o medo.
Arriscar é ousar e, antes de
mais nada, confiar! Confiar no
Universo e em si mesmo. A
maioria das pessoas não tem medo
de andar. Elas têm certeza do
que lhes acontecerá a cada
movimento de pernas. No entanto,
uma pessoa que tenha ficado
paraplégica, mesmo após muitas
sessões de fisioterapia, sentirá
medo. Se ela não se arriscar a
dar os primeiros passos, poderá
nunca sair da cadeira de rodas.
Talvez, até, nem o consiga; mas,
se não arriscar, nunca saberá.
Quando você se arrisca e confia,
o Universo aplaude e retribui.
A um passo da vitória
É nesse “um passo” que se
encontra o risco. Quem se
aventura a dar esse passo pode
ter tudo ou nada. E a coragem
para se arriscar? Onde
encontrá-la?
Imagine que nós dois subimos ao
último andar de um prédio de 50
andares. Lá no alto, eu coloco
uma tábua de dois palmos de
largura da janela do andar em
que nos encontramos à janela do
prédio em frente. Eu peço-lhe
que passe de um prédio para o
outro. — Você se arriscaria?
Agora, imagine a mesma situação.
Porém, na janela do prédio em
frente encontra-se um
seqüestrador com uma arma
apontada para a cabeça da sua
mãe, dizendo que só a deixará
viva se você lhe entregar o
dinheiro do resgate pela janela.
— O que você faria?
Ninguém se arrisca em troca de
nada. Os riscos dependem sempre
do que você tiver a ganhar, e
isso é muito relativo.
Cada vez que confiamos, nos
arriscamos e nos saímos
vitoriosos, ganhamos algo além
do que estava envolvido no
risco. Independentemente do que
estiver em jogo, ganhamos
autoconfiança que, nos
impulsiona cada vez mais para
frente, levando-nos a vencer
obstáculos e ousar mais e mais. |