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Dr. Lair Ribeiro,
Palestrante internacional,
ex-diretor da Merck Sharp &
Dohme e da Ciba-Geigy
Corporation, nos Estados Unidos,
e autor de vários livros que se
tornaram best-sellers no Brasil
e em países da América Latina e
da Europa. Médico cardiologista,
viveu 17 anos nos Estados
Unidos, onde realizou
treinamentos e pesquisas na
Harvard Unversity, Baylor
College of Medicine e Thomas
Jefferson University.
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Educação é fundamental, mas a melhor herança que um pai pode deixar ao
seu filho é a educação levada à
competência de ação.
A forma como as pessoas gastam o
dinheiro que possuem (e até o
que não possuem) tem muito a ver
com o repertório de crenças que
elas têm.
Veja essa situação, por exemplo:
uma pessoa que cresceu ouvindo
dizer que para ser alguém na
vida é preciso estudar, quando
tem um filho, se esforça para
dar a ele a melhor educação
possível. Se ela sabe por
experiência própria o quanto é
difícil trabalhar e estudar, ela
não deixa seu filho fazer isso e
financia seus estudos e
diversão. E dá a ele um cartão
de crédito. Depois, quando o
filho faz um rombo na sua conta
bancária, ela diz que ele não
sabe gastar.
Ela não pode criticar a forma
como seu filho gasta o dinheiro;
afinal, ela deu um cartão de
crédito a um adolescente que,
antes de aprender a ganhar, já
está se especializando em
gastar!
Emoção e compulsão
Um adolescente pode ser
equilibrado em relação a gastar
dinheiro, mas não se espera dele
exatamente isso. Afinal, no
início da adolescência, somos
pura emoção. Mas, o que leva uma
pessoa adulta a gastar, por
exemplo, duzentos dólares em um
vidro de perfume? Pode ser por
prazer, mas, na maioria das
vezes, é compensação e
compulsão. E, nesse caso, não há
dinheiro que chegue.
De onde vem o problema
O hábito de gastar emocional e
compulsivamente faz parte do rol
das programações mentais que
precisam ser reprogramadas, cuja
origem, geralmente, se encontra
na infância.
Gastar, hoje, é um paliativo
para todo tipo de desordens
emocionais.
Assim como as crianças de hoje,
os atuais jovens adultos e
adolescentes também tiveram pais
que trabalhavam o dia todo. A
maioria desses pais, para
compensar a atenção e o afeto
que não tinham tempo de dar aos
seus filhos, davam-lhes
presentes. Muitas dessas
crianças cresceram com esse link
entre presentes e satisfação de
carências emocionais. Assim,
quando a ocasião se apresenta,
elas não esperam mais os
presentes dos pais, mas vão em
busca de presentes, gastando o
que têm e o que não têm.
Fala-se, hoje, em
shopping-terapia para resolver
problemas de baixa auto-estima,
por exemplo. Por outro lado,
existem grupos populares de
apoio que tratam o tema com
seriedade. Mas o fundamental é a
pessoa perceber o abismo onde
está se enterrando — e
enterrando as suas chances de
enriquecer — e reprogramar-se
mentalmente para estabelecer
relações saudáveis entre as suas
emoções e o dinheiro, que são
coisas totalmente distintas.
Dizem que há regras para ricos e
para outras pessoas. Como você
não terá condições de ensinar
seus filhos a ganhar dinheiro, a
menos que aprenda a fazê-lo,
comece a prestar atenção no que
as pessoas ricas fazem e aprenda
com elas. Mantendo o foco
correto, você verá que o
milionário gasta com muito mais
critério do que quem tem pouco.
O rico valoriza e respeita o
dinheiro que possui, avaliando
sempre o retorno que obterá com
suas aquisições. Já as outras
pessoas costumam gastar de forma
emocional e do jeito que elas
pensam que os ricos gastariam.
Muitas vezes, acabam ostentando
uma riqueza que não possuem, mas
que poderiam possuir se
adotassem os critérios dos ricos
em relação a ganhar e,
principalmente, a gastar
dinheiro.
Afirmação para a Lei do Gastar
(escreva-a três vezes, durante
21 dias):
Tudo aquilo que eu gasto volta
para mim multiplicado. |