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Um dia, quatro crianças saíram
para colher flores silvestres.
Deslumbradas pela variedade de
formas e cores, as crianças
penetraram cada vez mais pela
floresta, sempre em busca de
outras espécies, até que, quando
se aperceberam, já se
encontravam no interior da densa
mata. Puseram-se então a correr
em várias direções, subindo e
descendo, na tentativa de
encontrar uma saída. Mas ao
concluírem que estavam mesmo
perdidas, senti-ram-se aflitas.
As duas crianças menores, já
exaustas, com sede e com os
corpinhos trans-pirando pelo
excesso de esforço despendido na
caminhada, puseram-se a chorar.
A irmã mais velha, percebendo
que não estava nada fácil de
encontrarem sozinhas uma
solução, chamou os três para
junto de si e aí lhes falou:
- Sempre que a gente estiver
numa situação difícil como esta
que agora nos encontramos, a
única coisa que temos a fazer é
contar para o Papai do Céu o
problema e deixar que Ele mesmo
o resolva. Vamos nos ajoelhar
aqui mesmo e falar com Ele,
pedindo-lhe que nos leve de
volta para a nossa casa, antes
que a noite caia e não possamos
mais ver nada.
As crianças perderam o medo e,
cheias de confiança,
se ajoelharam para rezar. Cada
uma delas, a seu modo, ia
procurando falar com Deus,
suplicando que as conduzisse de
volta ao lar. Enquanto rezavam,
a menorzinha delas, ao ouvir um
pequeno barulho nos galhos secos
ali próximos, saiu
cautelosamente para ver o que
era. Ficou encantada com a
presença de um passarinho que
saltitava bem perto delas.
Estendeu a mãozinha, tentando
alcançá-lo, mas o passarinho
voou para mais adiante um
pouquinho. Com o movimento da
menor, os outros se levantaram,
juntando-se a ela na perseguição
ao pássaro. O desafio foi se
tornando cada vez mais
interessante, ao ponto de já nem
se lembra-rem da situação em que
se encontravam. O passarinho
parecia estar até gostando da
brincadeira de pegar e então,
por um bom tempo, evoluiu em
vôos rápidos e curtos, para que
as crianças o alcançassem. Elas
vibravam de conten-tamento. De
repente, o passarinho alçou um
vôo sempre mais alto e ligeiro
até que desapareceu. As quatro
crianças acompanharam com os
olhos aquela fuga do pássaro
amigo, até que ele
desaparecesse. Antes, porém, de
se sentirem pesarosas pelo fim
de uma tão gostosa brincadeira,
elas se cientificaram de que já
se encontravam completamente
fora da floresta. Olharam para o
alto da colina e avistaram, a
distância, o telhado da casa
onde moravam!
Essa foi a maneira usada por
Deus para trazê-las de volta ao
lar, em resposta às orações que
fizeram pedindo-lhe que as
guiassem naquele retorno, para
elas já quase impossível. |